24 de julho de 2018

Expetativas elevadas

Quando se fala na necessidade de manter expetativas elevadas em relação aos alunos, pensa-se habitualmente no que respeita ao seu desempenho e às suas capacidades. Porém, Miss D. Cox explicita como se assumem as suas expetativas na sua sala de aula. Muito abrangente.


Learning behaviours 
  • If I ask the class to do something, everyone in the class should do it, if not this will be pointed out to the individual
  • I expect them to have independence. All classes make notes and as a minimum make the notes I tell them. Most will write over and above.
  • I expect students to behave, if not they are choosing to have the sanction as set by the school policy. I give them plenty of chances to choose (two in class warnings, time out and then they are taken out of class)
  • I expect students to have manners, patience and respect me and others in the room. This includes listening, not talking when others are talking and being kind in what they say.
  • I expect them to ask for help when needed, if they don’t understand they should ask another student or me
  • I expect them to contribute in class discussion and structure this so there are no ‘I don’t knows’ to shirk giving an answer
  • I expect them to stay on task 
  • I expect them to come to my class. 
  • I expect them to come equipped (I do lend pens where necessary)
  • I expect them to look to the front, put pens down and stop talking when asked. I will wait for them all to do this and will name those that don’t manage one of them. I don’t talk when others are.
  • I expect them to know the school rules and to follow them and to expect a consequence if not
My classroom 
  • My room will be kept tidy. Everything has its place. If a child uses something, I expect them to put it back where they got it from.
  • I expect them to come in and out of my classroom sensibly.
Their work
  • I expect them to complete an appropriate amount of work for the time they’re given. Again with support where needed. If one student writes a page and another two lines, and hasn’t asked for help, I question their attitude to learning and will make them complete more in their own time. If they need further support I will do this 1-2-1.
  • I check all their work regularly. If it isn’t a good enough standard or quality of presentation, they have to edit or re-do
  • I expect them to complete their homework as specified when set. Every single bit I asked them should be done. I expect it to be in on time.
  • I give KS4 core RE clear expectations on what I need to see in their work by the end of the lesson. Almost a checklist. If not done, they will come at break to do it.
Level of work
  • I expect them to produce their best work, otherwise they’ll do it again
  • I ‘teach to the top’ which means I set the ‘highest’ task for all students to work on and expect them to try their best. Where needed, I will scaffold and put support in.
  • I expect the same of all students. I do not ‘differentiate’ for any student except for where scaffolding is needed to achieve the top level of work. I do not do anything special for pupil premium, SEN, LAC, boys, girls, black, white, tall, small children unless they need the scaffolding to achieve. 
  • You will never see in my classroom ‘must/could/should’ type activities 
  • You won’t hear me referring to levels, marks or grades on any piece of work (except in year July year 10 mock, December year 11 mock when a grade is calculated for the data collection. This is 5 minute activity for the students)
  • I don’t discuss ‘target grades’ except when I give the sticker to them to put on their book/folder as directed. I never reference it.
  • I expect a good standard of literacy (individual to a student) and where I’ve pointed out errors expect them to correct them (with support where needed)
Books/folders
  • All GCSE students use folders. I train them and expect them to be organised.
  • I expect their book/folder to be neat and tidy. I personally hate pieces of paper sticking out of books and make it clear to students. I support those that need it.
  • I expect them to add the title and date and underline them (as per school policy, as per key stage)
  • I expect them to take ownership of their book/folder and be proud of it.
  • I expect them to make corrections to their work wherever I have highlighted, ideally without asking or minimum when asked.
  • I expect them to complete the trackers in their book as instructed (or independently)
Fonte: missdcoxblog


22 de julho de 2018

Fazer testes, testes, testes...


"Quando se pergunta aos alunos como eles estudam ou como eles se preparam para um teste, é provável que respondam que releram e/ou sublinharam parágrafos ou frases importantes nos livros e apontamentos. Outra resposta que eles podem dar é que estudam / reestudam os seus apontamentos das aulas, caso tenham (Karpicke, Butler & Roediger, 2009). O problema com todas essas estratégias é que não são realmente eficazes. Na verdade, na maioria das vezes não são eficazes. Como consequência, os alunos perdem o seu tempo e energia (por exemplo, eles não aprendem muito ou a nota deles no exame fica abaixo do expectável)
Paul A. Kirschner & Mirjam Neelen

Baseados nos resultados da investigação liderada por cientistas da área do conhecimento (Agarwal, Roedinger, Karpicke), Paul Kirschner e Mijam Neelen, autores do blogue 3-Star Learning Experience, apontam o caminho para aprendizagens mais bem sucedidas: testes frequentes e de baixo risco (low stakes testing) ou, dito de outro modo, retrieval practice (prática de recuperação = recuperar a informação da memória), como já aqui foi abordado.

E deixam alguns conselhos para utilizar esta prática como estratégia ao serviço da aprendizagem dos alunos: 
  • Produção (ser o aluno a dar a resposta funciona melhor do que reconhecer respostas) 
  • Múltiplos testes funcionam melhor que apenas um teste 
  • Uma mistura de formatos parece funcionar melhor do que usar apenas um formato 
  • Espaçar os testes ao longo do tempo (por exemplo, diariamente ou a cada dois dias) é mais eficaz do que "o teste único” de uma só vez (spaced learning ou prática espaçada)
  • Testar durante e após uma aula são métodos igualmente eficazes 
  • Começar com testes sobre conceitos e factos simples antes de passar para a aplicação de conhecimentos
  • Dar feedback é um aspeto crucial e um bom feedback ainda é mais 
  • Testar a aprendizagem logo após a aula (no dia seguinte ou seguintes) é melhor do que na semana seguinte.

Mas não, não se tratam de testes como é habitual fazer-se. Trata-se de testes frequentes, de curta duração e baixa complexidade. É aqui que cabe, por exempo, a utilização do Kahoot, Quizziz, Socrative, entre outros.


13 de julho de 2018

Testes frequentes e de baixo risco

"A Case for More Testing: The Benefits of Frequent, Low-Stakes Assessments"

Um artigo que aborda as vantagens da realização de "testes" frequentes e de baixo "risco" enquanto ferramentas de ensino e dá algumas dicas práticas para implementar um sistema que maximize os potenciais benefícios para a aprendizagem. 

3 de julho de 2018

Hiperatividade e défice de atenção


"Indiscutivelmente, o impacto mais significativo de não abordar adequadamente o PHDA [Perturbação de hiperatividade com défice de atenção] é o sentimento de culpa e baixa auto-estima que se podem desenvolver. Um aluno típico não diagnosticado expressaria assim o seu sentimento: "Tento sempre concentrar-me, estar atento e esforçar-me mais, mas não sei o que estou a fazer errado. Só sei que não sou como as outras crianças, não sou "normal" e sinto-me como o pior alun da turma
Daniel Sobel (Inclusion Expert)

Ler mais aqui, incluindo estratégias para lidar com esta perturbação na sala de aula.

1 de julho de 2018

Um esquema que explica o mundo


Fonte: SLATE

Um viajante do mundo que fala dez línguas, o linguista britânico Richard Lewis decidiu explicar as culturas do mundo num esquema.

Lewis classifica os países em três categorias: 
Ativos Lineares - aqueles que planeiam, agendam, organizam, estabelecem uma linha de ação, fazem uma coisa de cada vez. Alemães e suíços estão neste grupo. 

Multi-ativos - aqueles povos dinâmicos e loquazes que fazem muitas coisas ao mesmo tempo, planeando as suas prioridades não de acordo com um cronograma, mas de acordo com a relativa emoção ou importância que cada compromisso tem. Italianos, latino-americanos e árabes são membros desse grupo. 

Reativas - aquelas culturas que priorizam a cortesia e o respeito, ouvindo calmamente os seus interlocutores e reagindo com cuidado às propostas da outra parte. Chineses, japoneses e finlandeses fazem parte desse grupo. Lewis considera que essa categorização das normas nacionais não muda significativamente ao longo do tempo. Reações de americanos, europeus e asiáticos podem ser previstas, geralmente justificadas e, na maioria dos casos, induzidas. Mesmo em países onde a mudança política e económica é atualmente rápida ou abrangente (Rússia, China, Hungria, Polónia, Coreia do Sul, Malásia etc.), atitudes e crenças profundamente enraizadas resistirão a uma súbita transformação de valores quando pressionadas por reformistas, governos ou conglomerados multinacionais.

Quantos são 2+2?